“Eu me jogo nos homens”: a lição de Lilly

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Amar, sempre em excesso. Senão não é amor. Como já disse o santo, “a medida do amor é não ter medida”. Mas dizem agora o amor é líquido, escorre entre os dedos, que o amor agora é só um emoticom de flor. Não acredite. Tenha sempre um lema: o desejo. Moças, moços, é preciso se jogar, sempre. Lei da gravidade, sim, existe. Escoriações, já tivemos. Uma a mais, uma a menos, noves fora.

É por isso que o trabalho de Lilly McElroy é apaixonante. Em sua série de fotografias “Eu me atiro nos homens”, ela literalmente se atirou. Para conseguir as fotos, marcou encontros às escuras com desconhecidos através da craiglist. “Fui a muitos bares e me atirei em homens que não conhecia. Usei meu corpo como um projétil”, diz ela.
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“Cresci no Arizona, cercada de clichês. Cowboys cavalgando e coiotes uivando em noite de lua. Pôr do sol épico e violência”, explica Lilly em seu manifesto.”Falo de amor e crueldade: uma tentativa de discutir o desejo e a dificuldade em fazer uma conexão. Nas minhas fotografias, sempre estou tentando interagir, mas sei da possibilidade do fracasso. Que alguém, talvez, não me segure. Que a conexão não aconteça. Mas é isso que torna as coisas interessantes. No fundo, eu quero fazer o espectador ria mas que também entenda que há mais em jogo.”

Pois até as vaqueiras amam -e choram – mesmo nesse imenso Arizona.
Mas nada é maior que o desejo de uma mulher, babes.

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