Confortos

A tradução é tosca goggle + eu acordando. Mas neste pós carnaval, a carta é linda, do Lewis Caroll para um amigo deprê.

“Sempre que mudamos nosso jeito de viver, no começo, é mais irritante do que agradável. Meu primeiro dia (ou dois) no mar é um pouco deprê. Sinto falta das coisas que gosto do meu cotidiano e da mesma forma , no meu primeiro dia ou dois, quando eu volto [ pra casa ] , sinto falta dos prazeres do mar e fica muito clara a chatice da rotina. Em todos esses casos , a verdadeira filosofia , eu acho, é ” esperar um pouco. ” Nossa cabeça parece ser regulada para que a gente sinta, em primeiro lugar, o desconforto das coisas novas. Mas depois de um tempo a gente se acostuma. Então é que conseguimos perceber as coisas legais, coisas que nossa preocupação não nos deixava ver antes. Imagine que você tenha machucado o braço e tenha que usar tipoia por um mês. Nos primeiros dias, a única preocupação é o desconforto: a pressão da cinta sobre o pescoço e o ombro, você não é capaz de usar o braço direito. Como se todo o conforto na vida tivesse acabado. Depois de um tempo, talvez você nem perceba. Tudo parece tão confortável como antes.

Portanto, meu conselho é, não pensar sobre a solidão, ou a felicidade, ou infelicidade, por uma semana ou duas. Só depois de um tempo, compare seus sentimentos. Se eles mudaram, mesmo que um pouco, para o melhor… é que você está no caminho certo. Senão, podemos começar a suspeitar de que essa vida não combina com você. Mas o que eu quero dizer é não tem porque ficar comparando os sentimentos entre um dia e outro. Deixe passar um tempo, até que você veja uma direção e mudança.”

Aqui em inglês.