ze

Coisa linda, Zé Manoel

A palavra “cantada” não tem este nome à toa. Porque a melhor coisa de uma música é quando ela vira trilha sonora para um amor qualquer. Pois uma vez eu cai em um conto do vigário amoroso por causa deste tal de Zé Manoel. Foi assim: depois de uma noite linda, o moço da ocasião viajou e, de lá de onde estava, bem longe, me mandou aquela mensagem de amor que – neste mundo moderno – não tinha nada escrito, só um link para o soundcloud. Era uma versão ao piano de “Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme”, do Reginaldo Rossi. E eu ouvi, ouvi, ouvi. E depois ouvi, ouvi e ouvi de novo. Mulher é um bicho besta. Acabou o romance, deu gastura. Nunca mais quis saber do tal do  Zé Manoel, mas só até agora. É que ele lançou um disco novo e é lindo. “Canção e Silêncio”, produzido pelo Miranda (e com produção adicional de bases do Kassin) está livre para download! (Só baixar aqui, perde tempo não, projeto da Natura Musical.)

No show que fez aqui no Rio esta semana – e que teve a participação do Kassin, Domenico, Pedro Sá e da cantora Isadora Melo (ela, um luxo!) – ele contou uma das inspirações do disco, que eu não sabia e aqui transcrevo do seu site: “Há uma história central que serve de roteiro para toda a escuta do disco. É uma história real de um pescador da cidade de Olinda, que ao se deparar com a morte e desaparecimento no mar, do seu filho, também pescador, depois de tentativas frustradas de resgate pelos bombeiros, resolve armar a sua rede e com toda sua experiência e sabedoria de homem do mar, consegue pesca-lo”. Doce que só.

E aqui, para não perder a viagem, a música responsável pelo conto do vigário amoroso (que, sim, foi torto mas foi bom, arrependo não).

Arquivado em:pop