‘La isla mínima’

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Fui no Festival do Rio ver “La Isla Mínima” (ou “Pecados Antigos, Longas Sombras”), thriller que se passa nos anos 80, numa região rural da Espanha onde dois detetives – de ideologias opostas – têm que desvendar assassinatos de garotas. A história é boa e a fotografia absurda, pontuada por tomada áreas incríveis, numa paisagem estranha e linda, em cenas muitas vezes enquadradas pela janela de um carro, planos sergio leone, esquece o seu netflix meu bem, e vai pro cinema ver tudo isso em uma tela bem grande.

O ponto de partida do trabalho é a obra do fotógrafo espanhol, Atin Aya, que retratou os moradores de áreas rurais da região perto de Sevilha. Em entrevista, o diretor Alberto Rodríguez ri pelo fato de muita gente achar que ele se inspirou em “True Detective” (e, sim, não tem como não lembrar). “Em 2000 fui ver uma exposição de Atín Aya, ‘Marismas del Guadalquivir’,  e aquelas imagens transformaram minha percepção do lugar. Estava com Alex Catalán, diretor de fotografia do filme, e saímos pensando que era o cenário perfeito para um western”, disse. Há até uma cena em que uma foi recriada uma fotografia de Aya. É a imagem abaixo, que foi “sampleada”, uma declarada homenagem.

islaaya3islaaya1ayapbayapb3Dá para ver muito mais aqui.

As tomadas áreas foram inspiradas em um outro fotógrafo, Héctor Garrido. As abaixo, são as do filme mesmo. Mais sobre Hector Garrido aqui.
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PS: O filme ainda tem uma última sessão no Festival do Rio, dia 13 no Odeon. E não, a sua televisão de mil polegadas não é suficiente.