Chamego

Ela sempre do meu lado. Calcinha e moletom e suas meias velhas, seus cabelos embaraçados cheios de nós. Quando acordo querendo ser heroína, ela chega mais e diz: “precisa não”. Abro a janela, o sol gigante e ela propõe: “por que a gente não finge que está chovendo?”. Ai, minha preguiça. Que chamego, você!

A estranha

Eu não sabia quem era ela e, quando fui ver, ela era eu. Eu, que tinha ido comprar cigarro na esquina faz um tempo e demorei pra voltar. Seja bem-vinda, a casa é sua, vou te fazer um café, um chá de hortelã gelado, um cafuné.